1. Lê o texto
“ O movimento artístico a que chamámos “Renascimento” nasceu em Itália, em Florença, nas primeiras décadas do século XV.(…) Tais formas da arte renascentista provêm de duas fontes principais: a reutilização, após um intervalo de quase um milénio, das formas características da arte clássica, ou seja, a arte grega e a arte romana; e, ao mesmo tempo, a aplicação de uma nova descoberta técnica: a perspectiva, aquele conjunto de regras de desenho e matemáticas que permitem reproduzir, sobre uma folha de papel (ou qualquer outra superfície plana), (…) o aspecto real dos objectos.”
Flávio Conti, Como Reconhecer a Arte do Renascimento, Edições 70
1.1. Explica, com base no texto, por que razão se costuma designar este período histórico por Renascimento.
1.2. Assinala com V as afirmações verdadeiras e com F as afirmações falsas.
Interesse pela civilização egípcia__
Interesse pela Antiguidade greco-romana__
Espírito crítico__
Dignificação da pessoa humana__
2. Lê com atenção o documento
Título:_____________________________________________
“ No dia 20 de Setembro de 1492, o Papa Alexandre VI nomeou vinte cardeais, (…) entre os quais o seu próprio filho, César Bórgia; e também o filho de Gabriel de Cesarini, irmão do seu genro; e ainda um elemento da família Farnese, parente da bela Júlia, sua amante; e muitos. Graças a estas nomeações, segundo se diz, Alexandre se diz, Alexandre VI recebeu mais de cem mil ducados.”
Stefano Infessura, Diário da Cidade de Roma (século XVI)
2.1. Dá um título ao documento.
2.2. Indica outros motivos que levaram a contestar a Igreja Católica no século XVI.
3. Redige um texto em que empregues as seguintes palavras: Inquisição; Reforma Católica; autos-de-fé; Companhia de Jesus ; Judeus; Índex; Concílio de Trento.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
FICHA FORMATIVA: RENASCIMENTO E REFORMA
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
TRABALHO DE GRUPO/CARTAZ E TRABALHO INDIVIDUAL
Elabora um cartaz com o teu grupo.
Material: Cartolina/Cola/Marcadores/Tesoura
Tema: Escolhe um e apenas um protagonista do renascimento
Protagonistas:
Leonardo da Vinci
Erasmo de Roterdão
Thomas More
Miguel Ângelo
Rafael
Donatello
Sandro Botticelli
Brunelleschi
Bramante
Leon Battista Alberti
Giovanni Pico della Mirandola
Francesco Petrarca
Dante
Boccaccio
Rabelais
Van Eyck
Nicolau Maquiavel
William Shakespeare
Miguel de Cervantes
Damião de Góis
Luís de Camões
Pedro Nunes
Duarte Pacheco Pereira
Nicolau Copérnico
André Vesálio
Ticiano
Albert Durer
Vasco Fernandes (Grão Vasco)
Gutenberg
Lourenço de Médicis
Martinho Lutero
João Calvino
Henrique VIII
Inácio Loiola
Galileu Galilei
TRABALHO INDIVIDUAL: FAZER NO BLOGUE TODOS OS PROTAGONISTAS
FOTO:
NOME:
NASCIMENTO:
ÓBITO:
NATURALIDADE:
NACIONALIDADE:
PROFISSÕES:
REALIZAÇÕES:
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
E.2.RENASCIMENTO E REFORMA: RENASCIMENTO
Renascimento
Movimento cultural que se desenvolveu em países da Europa Central e Ocidental como a Itália (passando sucessivamente de Florença a Siena e depois a Roma, e alastrando posteriormente a toda a Península Italiana) nos séculos XIV a XVI e que veio a irradiar e a ter fundas repercussões na cultura de praticamente todos os países do continente europeu. As figuras de proa do movimento gostavam de se apresentar como críticos do "obscurantismo" medieval, numa atitude de contestação à tradicional influência da religião na cultura, no pensamento e na vida quotidiana ocidental. Esta atitude comportava a minimização de movimentos culturais que, desde o século XII, vinham contestando a religião e o papel cultural preponderante da Igreja, e que foram na realidade os precursores históricos do Renascimento italiano.O factor social que tornou possível a eclosão e sobrevivência do movimento renascentista foi a ascensão de uma burguesia ligada à banca e aos grandes negócios internacionais, portadora de uma ideologia individualista e ansiosa por desfrutar da autoridade política que até então estivera concentrada exclusivamente nas mãos de nobres e eclesiásticos.O movimento renascentista começa por ser uma contestação da ideologia dominante durante o milénio medieval: à civilização cristã contrapõe-se uma ideologia antropocêntrica, revelando um desiderato de fazer renascer a Antiguidade greco-latina, que, na interpretação então prevalecente, se caracterizara precisamente por colocar o homem no centro do Universo e representava um ideal de civilização natural. Estudam-se os clássicos com rigor e minúcia, com o apoio de uma filologia que conhece um desenvolvimento fulgurante, enquanto, pela mesma ordem de razões, revive e se intensifica o interesse pela história (em detrimento da crónica medieval), meio privilegiado de conhecimento do passado "áureo" que se pretende imitar ou reproduzir e surgem sérias iniciativas de investigação arqueológica (sem as quais, obviamente, teria sido impossível conhecer em detalhe a arte antiga, nas suas múltiplas manifestações).O mesmo espírito crítico que se aplica ao conhecimento das literaturas clássicas e à história volta-se para as ciências, traduzindo-se num incremento do estudo das ciências exactas, como a astronomia e a matemática que lhe está intimamente ligada, das ciências da natureza e dos estudos experimentais. Concomitantemente, a aplicação prática das ciências permite fecundos desenvolvimentos da técnica.Na arte produzem-se notáveis inovações. A pintura apresenta não apenas retratos (manifestação do gosto artístico da burguesia individualista em ascensão) como também paisagens, aparece o nu humano realista (que já não é a pintura simbólica de Adão e Eva que a Idade Média vira difundir-se largamente) e os temas da mitologia clássica convivem com os temas pictóricos inspirados pela religião cristã. Esta iconografia não se limita a tratar temas diferentes de um modo original; a figura dos seus autores ganha, simultaneamente, um estatuto social elevado, de grande prestígio, também ele caracterizado por uma postura individualista (são obras de autor, assinadas pelos criadores e já não produções anónimas ou colectivas de oficina). Tecnicamente, a pintura sofre igualmente uma evolução notória, pelo recurso à riqueza da policromia e pela introdução da perspectiva e da sensação de movimento, sempre na busca de uma mais perfeita aproximação à realidade. Igualmente a arquitectura se deixa influenciar pelos cânones greco-latinos, cujas formas e volumes são integrados nas novas construções (as colunas, por exemplo), tentando-se a criação de uma nova estética, onde tem lugar primacial a grandiosidade dos edifícios. As grandes obras arquitectónicas são acompanhadas por uma profusão de esculturas, onde se privilegia a figura humana, reproduzida de modo assumidamente realista.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
E.2.RENASCIMENTO E REFORMA: IDEIAS FUNDAMENTAIS
No século XV inicia-se na Itália um movimento cultural que, recusando as concepções teocêntricas (teocentrismo=deus é o centro) e dogmáticas medievais, valoriza o Homem como ser terreno que busca a verdade e a felicidade (antropocentrismo= homem é o centro) e defende um regresso aos valores estéticos e filosóficos da Antiguidade Clássica. Este movimento ficou conhecido na história europeia por RENASCIMENTO.
Apoiados financeiramente pelos mecenas (burgueses e príncipes endinheirados), os humanistas e os artistas, imitando criativa e criticamente os modelos clássicos greco-latinos, deixaram-nos uma herança invulgar no campo da literatura, das artes plásticas e do pensamento científico.
A invenção da imprensa favoreceu a rápida difusão do movimento renascentista pela Europa. Em Portugal, Luís de Camões constitui o expoente máximo deste movimento (século XVI).
O movimento renascentista favoreceu o aparecimento da REFORMA PROTESTANTE. A não aceitação, por parte da Igreja, da crítica de alguns humanistas à actuação do alto clero e dos papas , provocou a divisão da Igreja cristã em CATÓLICOS, LUTERANOS, CALVINISTAS e ANGLICANOS.
Como reacção à Reforma Protestante, a Igreja Católica empreendeu então a sua reforma redefinindo a doutrina (CONCÍLIO DE TRENTO) e procurando a acção pregadora e missionária (fundação da COMPANHIA DE JESUS- Jesuítas-). Para evitar o alastramento do protestantismo , a Igreja Católica empreendeu a CONTRA-REFORMA perseguindo todos aqueles que manifestassem simpatias pelas ideias protestantes (TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO) e censurando os livros que revelassem essas ideias (ÍNDEX).
terça-feira, 25 de agosto de 2009
E.2. RENASCIMENTO E REFORMA: BIOGRAFIA: SANDRO BOTTICELLI
Sandro Botticelli
Pintor do Renascimento italiano, Alessandro di Mariano Filipepi nasceu em 1445, em Florença, e aí morreu em 1510. Muito provavelmente, foi discípulo do pintor Fra Filippo Lippi. Em 1470 possuía já um atelier e tinha recebido a encomenda da alegoria da Coragem. Quanto ao aperfeiçoamento do seu estilo, exprimindo-se na preocupação pelo sentido da forma e do traço mais do que pelo volume, sofreu posteriormente a influência de Pollaiuolo e de Verrocchio. Protegido pela família Medicis, para quem executou vários trabalhos, ficou impregnado pelo ambiente artístico e mental que se vivia na corte de Lourenço "o Magnífico" - A Alegoria da Primavera (cerca de 1478) e O Nascimento de Vénus (1486), sem dúvida os seus quadros mais famosos, pretendem recriar certas concepções da Antiguidade clássica à luz da filosofia cristã. Pintou igualmente retratos dos Medicis e quadros de temas religiosos, que incluem a representação de várias "Madonnas". Entre 1481 e 1482 executou três frescos da Capela Sistina no Vaticano. Nos últimos anos o seu estilo tornou-se mais obscuro. Depois de os Medicis terem sido expulsos de Florença, Botticelli teria sofrido uma crise de ordem espiritual, como resultado dos discursos do dominicano Savonarola. Embora esta influência não esteja comprovada, o certo é que os últimos trabalhos reflectem uma certa melancolia e uma extrema devoção: A Natividade Mística (cerca de 1500), sobretudo, comunica uma atmosfera intensamente religiosa.
domingo, 16 de agosto de 2009
E.2. RENASCIMENTO E REFORMA:HUMANISMO:THOMAS MORE
Escritor e pensador inglês, Thomas More nasceu a 7 de Fevereiro de 1477, em Londres. Filho de um juiz proeminente, estudou na Escola de St. Anthony na sua cidade. Enquanto jovem foi pajem do arcebispo Morton, que lhe predisse grandeza.Prosseguiu os seus estudos em Oxford, sob a tutela de Thomas Linacre e de William Grocyn. Aí não só estudou Literatura Grega e Latina, como começou a escrever comédias. Uma das suas primeiras obras foi uma tradução para inglês da biografia em latim do humanista Picco della Mirandola, impressa em 1510.Por volta de 1494, tornou a Londres para estudar Direito, tornando-se advogado em 1501. Fez intenções de abraçar a vida monástica, mas sentiu-se na obrigação de servir o seu país através da política. Foi eleito para o Parlamento em 1504, altura em que casou pela primeira vez.Tornou-se amigo de Erasmo, aquando da sua primeira visita a Inglaterra em 1499. Trabalharam em conjunto na tradução das obras de Luciano. Erasmo, por ocasião da sua terceira visita ao país, publicou o Encomium Moriae (1509, O Elogio da Loucura), dedicando-o a More.Atraindo a atenção do rei Henrique VIII, foi por diversas vezes enviado pelo monarca em missões diplomáticas ao estrangeiro. Em 1516 traduziu a sua obra mais conhecida, Uthopia (A Utopia), do latim para o inglês.Em 1518 foi nomeado membro do Privy Council e investido cavaleiro em 1521. More ajudou o rei a escrever um repúdio às ideias de Martinho Lutero e, ganhando o favor real, foi nomeado orador da Câmara dos Comuns, em 1523, e Conselheiro do Ducado de Lencastre, em 1525. Recusando-se apoiar o plano de Henrique VIII para se divorciar de Catarina de Aragão foi, não obstante, elevado ao cargo de Lorde Conselheiro, sendo o primeiro leigo a ocupá-lo.Demitiu-se das suas funções em 1532, alegando razões de saúde, e recusou-se assistir à coroação de Ana Bolena em 1533, facto que desagradou ao monarca. Em 1534 foi acusado de cumplicidade com Elizabeth Barton, uma freira que se opunha ao cisma de Henrique VIII com Roma.Em Abril de 1534, More recusou-se a pronunciar a Lei da Sucessão e o Juramento de Supremacia, sendo por isso condenado à prisão na Torre de Londres a 17 de Abril. Acusado de traição, foi decapitado a 6 de Julho de 1535. As suas últimas palavras teriam sido: "Bom servidor do rei, mas de Deus primeiro." Foi beatificado em 1886 e canonizado santo pela Igreja Católica em 1935.
E.2. RENASCIMENTO E REFORMA:HUMANISMO: ERASMO DE ROTERDÃO
Humanista holandês de expressão latina, Desiderius Erasmus Roterodamus nasceu em 1469, em Roterdão, e veio a falecer em 1536, em Basileia. Hostil a qualquer tipo de fanatismo, procurou definir um ideal de tolerância e um retorno à pureza dos antigos costumes. Publicou O Elogio da Loucura (1511), Colóquios (1518) e Tratado do Livre Arbítrio (1524).
E.1.O EXPANSIONISMO EUROPEU: VIDEOS
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